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[Esalq] Esalqueanos na floresta amazônica

 

Esalqueanos na floresta amazônica

 

Pelo segundo ano consecutivo, alunos do curso de Engenharia Florestal, da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), tiveram a oportunidade de aprimorar o conhecimento sobre o manejo de florestas nativas em um dos biomas mais ricos do planeta: a floresta amazônica.

 

Em atividade que faz parte da disciplina Manejo de Florestas Tropicais, ministrada pelo professor Edson Vidal, do Departamento de Ciências Florestais (LCF), um grupo de 22 alunos, mais um fotógrafo, permaneceu em Paragominas (PA), entre os dias 8 e 17 de junho. No Centro de Treinamento em Manejo Florestal Roberto Bauch, do Instituto Floresta Tropical (IFT), distante 500 km da capital Belém, participaram de um treinamento prático e inovador. Lá no Pará, conheceram o passo a passo do processo de manejo de florestas nativas tropicais, desde o planejamento inicial, levantamento do estoque de árvores, seleção de árvores a colher, planejamento de estradas e arraste, operação de arraste, romaneio e empilhamento, manejo praticado por população tradicional, manejo de produtos não-madeireiros, manutenção de estrada, bueiros e pontes etc.

 

Para Marina Blanco Montó, 23 anos, aluna do 9º semestre, viajar ao Pará e fazer o curso de exploração de impacto reduzido contribuiu para o entendimento da complexidade sobre o manejo florestal de florestas nativas. “Aprender a teoria, as técnicas e discutir em sala de aula é ótimo, mas ver tudo isso na prática, vivenciar situações que estão tão fora da nossa realidade aqui no Sudeste foi muito enriquecedor”. Além disso, Marina lembra que as atividades estimularam o interesse por essa linha de trabalho. “Acredito que muitos que não cogitavam trabalhar nesta área, agora pensam a respeito. Esse é um campo que cresce muito, onde temos muitas oportunidades. Há muito o que pesquisar e trabalhar”.

 

De acordo com Bruno Monteiro Balboni, 27 anos, aluno do 7º semestre, além de ir à Amazônia, um bioma desconhecido da maioria dos estudantes do sul do país, vivenciar na prática o conhecimento visto em sala de aula foi o que mais o motivou. “Aqui temos contato com o teórico, mas lá pudemos fazer na prática. São poucas disciplinas que proporcionam algo semelhante e essa integra os três pilares da área florestal, conservação, produção e tecnologia da madeira”. Além das ações práticas, Balboni relata sua surpresa com a floresta amazônica. “O que mais impressionou foram as dimensões da floresta. As árvores são maiores, os insetos são maiores, as plantas também”.

 

Bárbara Simioni Furtado, 21 anos, está no 8º semestre e destacou algumas das atividades realizadas na floresta. “A tarefa da colheita me chamou atenção, realizada após acompanharmos todo o processo de planejamento, inventário, demarcação. O pátio de toras estocadas também é algo surpreendente, ver toras de diâmetros que não temos aqui”.  Para a estudante, todos os alunos de Engenharia Florestal deveriam passar por alguma experiência prática do gênero. “Foi essencial para nossa formação acadêmica porque tivemos o contato com a realidade de uma floresta tropical. Acompanhar a aplicação de um plano de manejo sustentável foi enriquecedor. Enfim, foi uma experiência de vida”.

 

Para o professor Vidal é evidente a necessidade de formarmos profissionais capacitados em técnicas de manejo florestal sustentável. “Nossos alunos não podem sair da universidade desconhecendo essas técnicas que conciliam conservação e desenvolvimento em uma das florestas mais ameaçadas do planeta”, finaliza.

 

Riqueza de imagens – Roberto Amaral, 27 anos, é fotógrafo profissional desde 2002 e acompanhou o grupo durante a estada no Pará. Diariamente, Amaral seguiu com os alunos para o treinamento e realizou cerca de 1.000 cliques. “Eu já fotografei reservas naturais, mas não com essa abrangência. A floresta amazônica é algo que impressiona. Não dá pra acreditar que existem árvores que precisam de 6 pessoas para abraçá-las. Eu aceitei o convite do professor Vidal e ganhei, na prática, uma visão de floresta que antes não conhecia”.  O resultado dessa experiência fotográfica, retratada em cerca de 7 mil imagens, pode ser conferido em www.flickr.com.br/robertoamaralft .

 

Treinamento – O Centro de Treinamento em Manejo Florestal Roberto Bauch está localizado no município de Paragominas e conta com um acampamento com estrutura física capaz de comportar mais de 400 participantes de cursos anualmente, incluindo uma área florestal de aproximadamente 5 mil hectares na qual o IFT promove as capacitações e realiza demonstrações. O Centro de Manejo Florestal está afixado nas áreas florestais da Cikel Brasil Verde, um empreendimento certificado de grande porte que tem sido um dos principais parceiros do IFT no cumprimento de sua missão. Para realizar os treinamentos e demonstrações práticas em manejo florestal e exploração de impacto reduzido, o CMF está equipado com máquinas e equipamentos mantidos por outros dois de seus parceiros institucionais, a Caterpillar e a Stihl. Saiba mais em www.ift.org.br .

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