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Profissionais com mais de 40 anos de idade devem manter-se atualizados

Segundo dados divulgados em maio deste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apesar de o desemprego atingir mais os jovens com idades entre 18 e 24 anos, chegando a 28,1% no primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego também atingiu a população entre 40 e 59 anos, alcançando 7,8%, o que representa 3,6 milhões de brasileiros. Já de 60 anos ou mais, a taxa é de 4,6%. Os números atestam, portanto, que a competição que existe no mercado de trabalho envolve, também, profissionais com mais de quatro décadas de vida, que para se destacarem em processos seletivos devem manter-se atualizados, conforme especialista em recrutamento entrevistada pelo Jornal de Piracicaba.

De acordo com Patrícia Pousa, professora de gestão de pessoas da FGV, diante do atual cenário do país e do aumento da expectativa de vida dos brasileiros, o conceito das empresas em relação aos profissionais maduros deve mudar. “Ter 40 anos ou mais não significa fim de carreira, o mercado de trabalho está valorizando e se reestruturando para a absorção deste profissional”, comentou.

A profissional explicou que, no geral, durante um recrutamento as empresas procuram por um profissional qualificado, com capacidade de gerar resultados positivos e comprometido com a empresa e que a idade deve ser um fator de peso. “Com certeza, esse profissional maduro, que chamamos também de profissional sênior, se encaixa nesse perfil. Ele tem mais experiência, apresenta um equilíbrio emocional maior, pois já passou por muitas situações de resistência, entre outros, ou seja, ele apresenta, muitas vezes, uma maturidade que a empresa busca”, disse.

A resistência na contratação de profissionais acima dos 40 anos, segundo Patrícia, depende da cultura da empresa e do segmento, porém, é importante que as organizações combatam o quanto antes este preconceito. “Este profissional deve, diante de um processo de seleção, destacar os momentos que lhe exigiram uma postura mais flexível para atingir objetivos e metas. Isso ajuda a quebrar o paradigma de que os mais velhos não se adaptam com facilidade. Ele deve também destacar que a idade é um diferencial”, afirmou.

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